13 maio 2013

[Parceria] Achel Tinoco


Como todo escritor que reside na Bahia, onde a leitura e qualquer atividade vinculada a ela não é valorizada, Achel encontrou e encontra dificuldades para ser reconhecido. Nascido no Pará, mas morando atualmente em Salvador, tem nove livros publicados e irá lançar três ainda esse ano.
- Voo Livre, um livro de poemas.
- Um Jardim para Leonel, uma biografia romanceada
- O descobrimento do Brasil pelas crianças, infanto juvenil.





Entrevista concedida ao blog:

EP:  Para começarmos a conversa: Nome, idade, onde nasceu e onde vive?
ACHEL TINOCO. Nasci no Pará, mas fui criado na fazenda Vila Ferreira, Ibirataia-Ba. Hoje moro em Salvador. 

EP: Quando você percebeu que seu destino era ser escritor?
Aos 16 anos, mais ou menos, quando escrevia poeminhas nos cadernos das colegas.

EP:  Qual seu primeiro livro publicado? E qual foi a sensação de ter o primeiro exemplar vendido?
“Outra parte de mim”, um pequeno livro de poemas. Quando o livro foi publicado, já me considerava o próprio Castro Alves. Fiquei nas alturas. Mas logo percebi que escrever não era tão simples, e mais difícil ainda seria mostrar o meu trabalho. O caminho seria longo.

EP: Quantos livros você já publicou?
Nove livros. Tenho outros 12 já prontos. Este ano devo lançar pelo menos três.

EP: Quais são os gêneros literários dos seus livros? E porque esses?
São na maioria romances, mas também tenho poemas, contos, biografias, artigos.

EP: O que foi mais difícil no começo da sua carreira de escritor e o que é mais difícil agora para manter sua carreira consolidada?
Chega um ponto que o autor percebe que o mais fácil é escrever. Depois é que a luta começa: a falta de apoio, a falta de atenção, a falta de divulgação, e, principalmente, a falta de editoras no Nordeste que possa, pelo menos, fazer uma apreciação justa do seu livro.
Acho que se um livro tivesse a atenção e a importância de um gol, apenas um gol, seríamos sim um país de leitores. Talvez isso responde bem sobre as dificuldades de um escritor no Brasil.

EP:  Onde surgiu sua motivação para ser escritor? Teve alguma pessoa ou algum autor que contribuiu para sua decisão?
Escrever é um exercício como outra qualquer. Para escrever você precisa exercitar, ou seja, escrever todos os dias, ler o máximo que você puder. E quando mais você ler, você vai escrever; e quando mais você escrever, mais você vai precisar ler. Se deixar de se exercitar, a mente fica preguiçosa, enferrujada, sem inspiração.
Meu pai contribuiu bastante para essa minha decisão. E sou fascinado pelos livros de Gabriel Garcia Marquez, José Saramago e Mia Couto.

EP: O que você mais gosta em suas próprias histórias?
Gosto da realidade fantástica que procuro inserir nelas. Gosto de contar.

EP: Como é ser um escritor na Bahia, onde as prioridades culturais são outras?
As prioridades culturais da Bahia são apenas o Carnaval e o pobre futebol. Portanto, ser escritor aqui, é o mesmo que navegar contra a correnteza com ventos de 100 km por hora batendo na sua cara.

EP:  Qual a obra que você tem o maior chamego do mundo?
Algumas: “Cem anos de solidão, Memorial do convento, Vilarejo dos anjos”, e mais algumas.

EP: Qual personagem deu mais trabalho para criar? E qual foi o mais fácil?
O mais difícil é sempre o último.

EP: Gostaria de agradecer por aceitar fazer uma parceria com nosso blog. Muito obrigado.
Eu que lhe agradeço e fico orgulhoso por você, ainda tão nova, se interessar pela leitura, pela escrita e pelos livros. Será uma bela escritora, tenho certeza, basta desistir jamais.
Obrigado.

09 maio 2013

[Parceria] Raquel Pagno

Olá queridos leitores aqui estamos nós para falar com vocês algo de extrema importância: conseguimos nossa primeira (isso mesmo PRIMEIRA o/) autora parceira e estamos muito felizes com tal realização. Então Vamos conhecê-lá um pouco melhor?





Raquel Pagno nasceu em Lages, SC, em 1982. Estudante de Administração de Empresas, trabalha como projetista e cartógrafa. Publicou contos pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores, e em outras antologias de diversas editoras. Venceu o Concurso Literário Cora Coralina em 2012 e recebeu o Prêmio Literário Claudio de Souza, na categoria Melhores Contistas. Em Portugal, publicou os livros Rubi de Sangue (2011), Seablue (2012) e em 2013 publicará O Voo da Fênix e Herdeiro da Névoa. É membro correspondente da ALAF (Academia de Letras e Artes de Fortaleza) e da ALG (Academia de Letras de Goiás).





Livro Herdeiro da Névoa: Inácio Vaz mal podia acreditar no sonho que se realizava. Acabara de chegar à Paris com algumas moedas no bolso e a grande vontade de se tornar advogado. Depois de ser surpreendido pela beleza de Chloé Champoudry, enquanto esperava pela entrevista que lhe garantiria a bolsa de estudos na Sorbonne, e encantado pela garota dos cabelos de fogo, trocara equivocadamente Direito por Artes, para poder estar em sua companhia. Desesperado por ter abdicado do sonho, Inácio descobre que seu nome não consta em nenhuma das listas de matrículas. Disposto a esclarecer o mal entendido, não percebe que seus documentos foram trocados. O rosto na foto é seu, mas o nome, de outro. Stephen, seu colega de quarto, tenta convencê-lo a assumir a nova identidade. Os documentos pertencem ao herdeiro da dinastia Roux, um milionário desaparecido sem deixar rastros. Preso em um leque de mentiras e suspense, Inácio trava uma luta com sua própria consciência, enquanto apaixonado, procura pela garota que lhe roubara o coração. 


Site da autora: http://www.raquelpagno.com/

Entrevista concedida ao blog:

EP: Para começarmos a conversa: Nome, idade, onde nasceu e onde vive?
Meu nome é Raquel Pagno (de verdade!) e eu nasci e moro em Lages, na serra catarinense.

EP: Quando você percebeu que seu destino era ser escritora?
Eu sempre quis ser escritora.
Desde quando juntava as primeira letras já transformava meus cadernos escolares em pequenos livros.

EP: Qual seu primeiro livro publicado? E qual foi a sensação de ter o primeiro exemplar vendido?
Minha primeira publicação solo foi Rubi de Sangue (2011) em portugal.

Minha maior realização não foi exatamente "vender" o livro. Posso dizer que me realizei quando vi meu sonho sair da tela do computador para o papel e mais ainda quando comecei a receber as mensagens dos leitores que gostaram da minha estória.

Quando decidi que realmente queria arriscar, confesso que estava em busca de algum retorno financeiro. Então descobri que eu não o teria, mas em compensação, ganhei algo muito mais valioso:o carinho dos leitores e o reconhecimento pelo meu trabalho. Nenhum dinheiro pagaria a satisfação de receber um elogio de um leitor.

EP: Quantos livros você já publicou?
Em 2011 publiquei Rubi de Sangue (Editora Òmega). Em 2012 Seablue (Editora Corpos). Neste ano serão lançados O voo da Fênix (Editora Òmega) e Herdeiro da Névoa (Chiado).

Herdeiro da Névoa será meu primeiro livro a ser lançado e comercializado também no Brasil.

EP: Quais são os gêneros literários dos seus livros? E porque esses?
Geralmente escrevo romances, com um toquezinho sobrenatural. Como este é o meu gênero predileto de leitura, acho que acabei desenvolvendo mais facilidade de construir estórias assim.

EP: O que foi mais difícil no começo de sua carreira de escritora e o que é mais difícil agora para manter sua carreira consolidada?
O mais difícil foi tirar tudo o que eu tinha escrito da gaveta e me propor a encarar as críticas, que claro, seriam inevitáveis. A busca por uma editora brasileira (que aliás fracassou!) também foi um obstáculo.

Agora meu desafio principal é o de trazer os meus livros para o Brasil. Com certeza será vital para dar continuidade a minha carreira.

EP: Onde surgiu sua motivação para ser escritora? Teve alguma pessoa ou algum autor que contribuiu para sua decisão?
Como na infância eu não fui uma criança muito "sociável", passava grande parte do meu tempo enfurnada na biblioteca da escola. A motivação para escrever foi certamente passar tanto tempo entre os livros.

Todos os autores que já li me influenciaram e ainda influenciam. Desde os irmãos Grimm, das minhas primeiras leituras, até as atuais.

EP: O que você mais gosta em suas próprias estórias?
Ah, não há resposta para esta pergunta. Seria o mesmo que perguntar a uma mãe o que ela mais ama em seu filho ... rs

EP: Qual a obra que você tem o maior chamego do mundo?
Amo todos, mas por O voo da Fênix tenho um carinho muito especial.

EP: Qual personagem deu mais trabalho para criar? E qual foi o mais fácil?
Inácio Vaz, de Herdeiro da Névoa foi bem complicado  exigiu muito tempo, trabalho, pesquisa e muitas conversas com brasileiros que residem em Paris.

Andrew de O voo da Fênix também foi um tanto complexo, por se tratar de um garoto "esquisito", cheio de traumas e etc. Os demais fluíram com facilidade.

EP: Gostaria de agradecer por aceitar fazer uma parceria com nosso blog. Muito Obrigado!
Imagina... Eu é que agradeço pelo apoio e pela disponibilidade!

06 maio 2013

[Tag/Selinho] Selinho Best Blog

Iai caros leitores, hoje estamos aqui para responder nosso primeiro Selinho (UHUUUUUL) e antes de mais nada gostaríamos de agradecer imensamente a Neriana Rocha do Café com Leituras por nos indicar, mesmo nosso blog sendo tão recente e em acensão e também avisar que estamos dispostos e responder o que tiver por vim.

Vamos as Regras:

  • Responder as 11 perguntas;
  • Indicar no máximo 20 blogs, com menos de 300 seguidores, para receber o selinho;
  • Não demore muito tempo para postar algo novo, tenha humor (ânimo na hora de escrever).


1- O que você mais gosta de cozinhar, sobremesas ou guisados?
Victor: Eu prefiro fazer sobremesas, afinal sou um desastre na cozinha e sempre que tento fazer algo a impressão que dar no final é que um furacão passou pela casa.
Amanda: Ao contrário do Victor, eu amo cozinhar e minha especialidade (até pareço uma especialista no assunto haha) é sobremesa.

2 - O que é mais importante para você numa pessoa: a personalidade ou o físico?
Victor: Sem dúvida nenhuma é a personalidade.
Amanda: Sem dúvidas personalidade. Afinal, o físico não faz você conseguir conviver com uma pessoa.

3 - Quando você começou o blog?
Victor e Amanda: Em março de 2013

4 - Quem foi a pessoa que a inspirou a começar nesse mundo?
Victor: Depende, em relação ao mundo da leitura eu encarei por vontade própria mas em relação ao blog foi depois de altas conversas literárias com minha sócia Amanda e com a possibilidade de unir o útil ao agradável (ler e transmitir o prazer da leitura a todos) além de descobrir que uma pessoa que estudou no mesmo colégio que a gente possui um blog literário de grande sucesso :)
Amanda:  Com o blog foram várias meninas de uma comunidade no orkut que tinham blog e como eu já gostava de escrever, decidi começar também. Com a leitura, eu sempre gostei de ler, não sei quem me inspirou, acho que já nasceu comigo essa paixão por livros.

5 - Você costuma seguir muitos blogs e ser seguido?
Victor: Costumo seguir todos os blogs que eu acho interessante e também os blog que nos seguem.
Amanda:  Sim, gosto muito de estar por dentro dos blogs que me interessam.

6 - O que você mais gosta: você cozinhar ou que cozinhem pra você?
Victor: Como respondi na pergunta 1 eu sou um desastre na cozinha, logo prefiro que conzinhem para mim (hahahaha)
Amanda: Eu gosto de cozinhar, mas não tem nada melhor do que um prato prontinho me esperando.

7 - Você come em casa ou no trabalho?
Victor: Quando eu tenho que ficar na escola o dia todo eu almoço no restaurante mas sempre que posso eu dou um jeitinho de almoçar em casa.
Amanda:  Como eu estudo no mesmo colégio que o Victor, eu como em restaurante às vezes, e quando não como em restaurante, eu quase nunca almoço, todas as pessoas em minha casa tem uma vida corrida.

8 - Você costuma fazer receitas vegetarianas?
Victor: Não
Amanda: Tenho um certo vício por um tipo de salada árabe, apenas isso. Mas fora essa, não faço mais nada vegetariano.

9 - Qual sua melhor receita?
Victor: Brigadeiro e macarrão instantâneo (kkkk)
Amanda: Torta morena e macarrão (não instantâneo kk)

10 - Como você pede para alguém ser seu amigo?
Victor: Amizade não pede para ser feita tem que ser construída.
Amanda: Isso não se pede, ué. 

11 - Qual foi o melhor filme que você já viu?
Victor: Marley e Eu.
Amanda: Não penso nisso quando assisto filmes, mas um dos que eu mais gostei foi comer, rezar, amar.

Blogs que vou indicar:
http://hunter-books.blogspot.com.br/
http://nicolyrosa.blogspot.com.br/
http://slothreaders.blogspot.com.br/

[Resenha] "Bilionários por acaso: A criação do facebook, uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição" de Ben Mezrich

Editora: Intrínseca
Páginas: 228
Best-seller do The New York Times, Bilionários por acaso é uma narrativa em alta voltagem sobre dois estudantes desajustados de Harvard que tentavam aumentar suas chances com o sexo oposto e terminaram criando o Facebook.
Protagonizada pelo brasileiro Eduardo Saverin, estudante de economia, e pelo norte-americano Mark Zuckerberg, gênio da informática - amigos que sobreviviam num ambiente repleto de alunos brilhantes de famílias supertradicionais - mostra a trajetória da criação da rede social que se tornou uma das mais poderosas empresas do mundo e que revolucionou a maneira como milhões de pessoas se relacionam.Ben Mezrich revela os detalhes picantes dos bastidores dessa verdadeira saga, em uma narrativa movida a altas doses de paranoia, sexo, bebida, talento, alguma droga e muita ambição, entre investidores poderosos, mulheres maravilhosas, a busca do estrelato social e muitas, mas muitas intrigas. Criado para unir as pessoas, a história do Facebook é de desavenças e separação.



Sou totalmente suspeito para falar sobre “Bilionários por Acaso a criação do Facebook, uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição” afinal sou um fã imensurável de tal rede social, mas vou tentar.

Em Bilionários por Acaso o autor, Ben Mezrich, tenta descrever com a maior precisão possível a criação da rede social que revolucionou a história da internet nos últimos tempos. Mostrando desde o momento que Eduardo Severin se encontra pela primeira vez em Havard com Mark Zuckerberg até o processo judicial que ocorreu quando o Facebook já era um fenômeno mundial.

Quando comprei o livro minha primeira a impressão ao ler o subtítulo “Uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição” foi que tinha um pouco de exagero, mas a partir do momento que comecei a lê-lo percebi que, em uma biografia onde os protagonistas são dois universitários, nada pode ser exagerado. Realmente nós temos uma história bilionária, com um gênio da computação que também é o maior sacana em relação a trair seus próprios amigos em busca do sucesso e muitas cenas de sexo.  Chega a ser rotineiro encontrar durante o livro o verbo “trepar” em todas as suas conjugações possíveis.

Tenho que confessar que essa foi a primeira vez que leio um livro no qual fizeram um filme a altura. Como disse na minha primeira Caixinha Encantada, o filme A Rede Social foi inspirado neste livro e me surpreendeu tamanha qualidade. Então, para quem não gosta de ler (infelizmente existem pessoas assim) ou quem não gosta de livros biográficos eu recomendo o filme, obvio que não vai ter as cenas de sexo e nem as diversas conjugações do verbo “trepar” mas vale a pena mesmo assim.

Lado Negativo: Foram as passagens de tempo, principalmente na transição de um capitulo para o outro onde diversas vezes eram confusas e mudavam por completo o foco da história.
Lado Positivo: durante todo o livro você tem notas de rodapé explicando quem era tal pessoa, o que era tal lugar, afinal de contas o enredo se passa em outro país, com outra cultura e era totalmente necessário para compreensão da história.

Super Abraço, Victor Rosa :)

05 maio 2013

Lançamentos #1

Olá caros leitores, eu separei alguns lançamentos bem legais e que com certeza entraram na minha listinha do Preciso Ler Urgentemente. Vamos dar uma olhadinha?


 Um Gato de Rua chamado Bob
Um Gato de rua chamado BOB, pela editora Novo Conceito:É uma tarde de outono em Covent Garden, Londres. Trabalhadores correm para o almoço, turistas brotam de todos os lados e clientes entram e saem das lojas.No meio de tudo isso está um gato. Usando um vistoso lenço Union Jack em volta do pescoço e cercado por uma multidão de 30 espectadores de boca aberta, Bob, o gatinho cor de laranja, sorri — é, sorri — timidamente.Próximo a ele, está seu dono James Bowen, com seu violão surrado, cantando músicas do Oasis. Então, ele para de tocar e se abaixa para Bob: “Vamos, Bob, cumprimente!”, diz. Bob mexe os bigodes, levanta uma pata e a estende para James. A multidão assobia. Não é todo dia que se vê um gato sentado, calmamente, no centro de Londres, aparentemente sem se abalar com o barulho das sirenes, os carros passando e todo aquele movimento — mas Bob não é um gato comum...





Na Companhia das Estrelas



Na Companhia das Estrelas, pela Editora Novo Conceito:Em um mundo devastado pela doença, Hig conseguiu escapar à gripe que matou todo mundo que ele conhecia. Sua esposa e seus amigos estão mortos, e ele sobrevive no hangar de um pequeno aeroporto abandonado com seu cachorro, Jasper, e um único vizinho, que odeia a humanidade, ou o que restou dela.Mas Hig não perde as esperanças. Enquanto sobrevoa a cidade em um avião dos anos 1950, ele sonha com a vida que poderia ter vivido não fosse pela fatalidade que dizimou todos que amava. Hig é um guerreiro sonhador. E tem uma imensa vontade de gente, apesar da desilusão que se abateu sobre ele. Por isso é capaz de arriscar todo seu futuro quando, um dia, o rádio de seu avião capta uma mensagem...






Armadilhas da mente
Armadilhas da Mente, pela editora Arqueiro:Camille é mulher bela, rica e brilhante, capaz de deixar as pessoas impressionadas com sua habilidade de debater e argumentar. Mas seus diplomas e seu intelecto não foram suficientes para evitar que se tornasse vítima de suas próprias emoções. Casada com o banqueiro Marco Túlio, Camille sempre foi fechada em seu próprio mundo.Crítica, obsessiva, pessimista, não gostava de ser confrontada e não se curvava diante de ninguém, nem de psiquiatras ou psicólogos. Não concluía nenhum tratamento. Vendo a depressão, as manias e as fobias de sua esposa se agravarem, Marco Túlio resolve comprar uma linda fazenda para que ela possa se afastar do estresse da cidade, respirar ar puro, se reconectar com a natureza e, quem sabe, com ela mesma. Mesmo assim, transtornos mentais a impedem de sair de casa e pesadelos constantes não a deixam dormir. Enclausurada em sua própria mente, Camille piora a olhos vistos. A reviravolta, porém, muitas vezes começa onde menos se espera. Quando conhece o excêntrico jardineiro da fazenda, Camille se surpreende com sua inteligência e, ao interagir com ele, a alegria volta pouco a pouco ao seu coração. Em seguida entra na sua vida o sábio e instigante psiquiatra Marco Polo, que a estimula a superar os conflitos e procurar um personagem que deixara pelo caminho: ela mesma. Camille terá que aprender a se perdoar e a compreender pessoas “imperdoáveis”. Profundo e emocionante, Armadilhas da mente é uma aula de filosofia e psicologia, que mostra que os labirintos da psique humana são bem mais complexos do que qualquer um de nós é capaz de imaginar.




02 maio 2013

[Resenha] As vantagens de ser invisível de Stephen Chbosky

Editora: Rocco
Páginas: 223
Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.




Absolutamente incrível. O autor consegue transmitir a seus leitores exatamente aquilo que o personagem Charlie sente. Infinito.
Não há uma maneira lógica de descrever como me senti ao acabar de ler o livro. Todos os meus princípios e teorias sobre a vida tomaram rumos malucos e, ao mesmo tempo em que tudo se tornava confuso em minha mente, eu refletia. Ler este livro aguçou mais ainda a minha capacidade de reparar e apreciar os mínimos detalhes da vida.
O livro narra a história de um garoto adolescente totalmente fora dos padrões impostos pela sociedade. De início ele não possui uma vida social, muito menos amigos. Ao desenrolar da história sua vida muda quase que completamente, mas o seu caráter não. Ele continua sendo puro, honesto, sincero e amoroso e o autor consegue transmitir cada sentimento de maneira perfeita e inacreditável. Em alguns momentos eu consegui assistir às cenas em minha mente sem nunca ao menos ter assistido ao filme.
Sua família, seus amigos, um amigo em especial e misterioso no qual ele manda cartas e no qual a narrativa do livro se baseia. Tudo está minuciosa e perfeitamente encaixado. A cumplicidade e excentricidade da sua família intriga qualquer um. O fim do livro foi a pior parte. Fica a vontade de uma continuação, um vazio se instala no coração.
As pessoas deveriam seguir os princípios de Charlie. Bondade acima de tudo e sempre que puder, parar e se sentir infinito. Para sempre.